Resposta amigável ao irmão Sionista

Teologia bíblica é importante para o nosso posicionamento político em relação a Israel vs Palestina, por isso, pontuei algumas questões em meu facebook. O post recebeu um pequeno comentário. Devido ao tamanho do texto, optei por divulgar a resposta no blog. Não pretendo defender o antissemitismo; concordo que esta atitude é pecado, assim como, nas palavras de Igor Miguel, o “sionismo acrítico”.

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Bavinck e a Lei Moral/Natural

A lei moral como tal não é um lei positiva arbitrária, mas uma lei fundamentada na natureza do próprio Deus. Ela também não é um poder impessoal autoexistente independente de Deus – de forma que Cristo satisfez não a Deus, mas suas exigências – mas a expressão de seu ser. Ao preservar sua lei, Deus preserva a si mesmo e vice versa. Ela é, portanto, indestrutível e inviolável. Ela possui esse caráter ao longo de toda a Escritura e nossa consciência dá testemunho disso. Toda a chamada ordem moral mundial, com seus fenômenos de responsabilidade, noção de obrigação, culpa, arrependimento, temor, remorso, punição e assim por diante está baseada nessa inviolabilidade. Cristo, portanto, não veio abolir a lei, mas cumpri-la (mt 5.17-18; rm 10.4). Ele sustentou sua majestade e glória e a fé, portanto, não anula a lei, mas a sustenta (rm 3.31) – Dogmática Reformada, v3, p377.

François Turretini e a Política do Reino de Judá

[…] a remoção (aphairesis) do reino de Judá é a fundação do reino de Cristo. […] Além disso, uma vez que a política era prefigurativa e terrena (à qual as promessas foram feitas não diretamente), não podia continuar para sempre, mas sua glória tinha de ser abolida (katargeistthai) e dar lugar ao reino místico e eterno de Cristo. – Turretini, Compêndio de Teologia, vol2, p.336

Igreja, Política e os Dois Reinos

Um pastor chamado Roger Williams apresentou-se à colônia de Massachusetts (EUA) com pesada crítica durante o século 17. Ele declarou que os puritanos das colônias americanas se equivocaram ao dar aos magistrados autoridade para governar sobre a vida religiosa das pessoas. O movimento de intolerância havia crescido na Nova Inglaterra (Estados Unidos, século 17) e Williams era contra a perseguição em nome de Deus. Batistas, quakers, anabatistas e quaisquer grupos que diferiam das posições teológicas do governo eram perseguidos. O caso mais famoso ficou conhecido como “As Bruxas de Salém”, quando, em 1692, alguns crentes puritanos, sob o aval do governo de Massachusetts condenaram a morte cerca de 20 pessoas acusadas, injustamente, de praticar feitiçaria. Os cristãos que governaram Massachusetts confundiram o reino comum dos homens com o reino do céu. Imaginaram que pela força política poderiam obrigar pecadores à verdadeira adoração.  Aqueles puritanos imaginaram que política era o meio que Deus utilizaria para preservar a sua igreja e expandir o reino do céu que se instalava na Nova Inglaterra.

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