Cristo Sofreu Tentação Sexual? James Ussher nos ajuda responder.

Minha resposta curta é: não! Para desenvolver essa resposta, trago ao debate o grande teólogo James Ussher, que fez uma bela exposição sobre a encarnação de Cristo em sua obra “O mistério da encarnação do Filho de Deus“, publicada em 1643. Segundo Ussher, a encarnação de Cristo consiste na união hipostática entre as naturezas divina e humana. Deus assumiu a natureza humana, mas não uma pessoa humana. A Pessoa de Cristo pertence à divindade; do contrário, seria acrescentada uma quarta pessoa à Trindade, o que seria um absurdo bíblico, lógico e teológico. Ussher afirma o seguinte:

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Miles Barne (1682), Dois Reinos e o Libertarianismo Familiar

Miles Barne, falecido em 1709, foi um acadêmico e religioso inglês, filho de Miles Barne, reitor de Bishopsbourne cum Barham, no condado de Kent. Ele foi membro do Peterhouse College, na Universidade de Cambridge, onde ingressou aos 17 anos vindo da Westminster School, em 1656. Obteve os graus acadêmicos de Bacharel em Artes (1659), Mestre em Artes (1663) e Doutor em Divindade (1682), além de ter sido fellow (membro acadêmico) do Peterhouse College entre 1662 e 1689. Atuou como vigário de Madingley, em Cambridgeshire, entre 1664 e 1682 [https://www.british-history.ac.uk/no-series/suffolk-history-antiquities/vol1/pp81-96]

A crítica de Miles Barne em um sermão publicado em 1682 a Thomas Hobbes gira em torno da concepção de governo e da natureza humana, que são fundamentais para a doutrina política de Hobbes. No sermão pregado em Cambridge, Barne refuta a visão hobbesiana do Reino dos homens, argumentando a partir da distinção entre o Reino de Cristo e os reinos deste mundo.

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Thomas Grantham, Salmodia e o PRC

O debate sobre o canto na adoração cristã sempre foi um tema controverso ao longo da história da Igreja. Entre os que rejeitavam a “salmodia exclusiva” — ou seja, a ideia de que apenas os Salmos bíblicos deveriam ser cantados no culto — encontravam-se aqueles que defendiam a liberdade de compor e cantar novos hinos de louvor a Deus. No entanto, Thomas Grantham, que apresentamos aqui se opunha à salmodia exclusiva de uma maneira peculiar: embora não negasse a legitimidade de cânticos além dos Salmos, ele rejeitava a prática congregacional de cantar em uníssono, onde toda a assembleia entoava os louvores conjuntamente.

Para ele, o canto deveria seguir um modelo mais próximo ao que via nas Escrituras, onde um indivíduo guiava o louvor, enquanto os demais acompanhavam em espírito, respondendo com aprovação e edificação. Seu argumento se baseia na falta de evidências bíblicas para o canto coletivo em voz alta, bem como no risco de transformar o louvor em mera formalidade ou em um exercício mecânico sem real entendimento.

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Escatologia Reformada Transcende Diferenças

Existem três grandes escolas escatológicas: o Pré-milenismo histórico, o Pós-milenismo e o Amilenismo. Essas três correntes apresentam definições distintas sobre temas como o Reino, o Milênio, a Prisão de Satanás, a Ressurreição dos Mortos e o Avanço do Reino. Contudo, apesar das diferenças, podemos afirmar que, na Teologia Reformada, essas visões escatológicas podem ser consideradas como irmãs gêmeas trivitelinas. São gêmeas porque compartilham uma mesma origem, não são heréticas nem prejudicam a igreja local, embora mantenham suas distinções particulares.

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Elias Keach e a Natureza da Justiça na Justificação

Morgan Edwards, em Materials Towards a History of the Baptists , afirma que Elias Keach, o filho do famoso pastor batista inglês Benjamin Keach, chegou à América no final do século XVII. Embora não fosse convertido, ele se passou por ministro para se sustentar, vestindo-se como tal e pregando sermões. Durante um desses sermões, ele foi tomado por convicção e interrompeu o discurso, confessando emocionado sua fraude diante da congregação. Esse momento marcou sua conversão. Buscando orientação, ele procurou o ministro batista Thomas Dungan, que o batizou e ordenou. Elias então estabeleceu uma igreja em Pennepek, pregando com sucesso na região da Pensilvânia e Nova Jersey, sendo reconhecido como uma figura importante na propagação do movimento batista na América. Ele retornou à Inglaterra em 1692, após deixar a liderança da igreja sob os cuidados de John Watts.

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Rev. James Ussher (1581-1656) e a Simplicidade de Deus

James Ussher, nascido em 1581 em Dublin, Irlanda, foi uma figura importante tanto no campo acadêmico quanto no eclesiástico. Descendente de uma antiga linhagem irlandesa, Ussher se destacou desde cedo por sua dedicação aos estudos. Ele foi um dos primeiros graduados do recém-fundado Trinity College, na Universidade de Dublin, onde se especializou em teologia e estudos bíblicos. Após sua graduação, foi nomeado professor de teologia, mas rapidamente se viu envolvido nas intensas batalhas religiosas da época, sendo posteriormente nomeado bispo.

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Samuel Rutherford – Lex, Rex – Parte 2

Samuel Rutherford explicou que o poder de Governo de um homem sobre outro homem não é definido por uma Lei Natural. Por natureza, em uma Sociedade Civil, nenhum homem foi criado para dominar outro homem. A Lei que define o poder de Governo de uma Sociedade Civil é uma Lei Positiva ( das Nações – Observação: há diferença entre Lei Positiva Divina e Lei Positiva das Nações ). Ou seja, uma determinada Sociedade Civil, formada de várias Sociedades Familiares, entra em comum acordo para definir não apenas o modo como se dará o Governo (Lei Positiva das Nações) , mas quem Governará aquela determinada Sociedade Civil.

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