Thomas Grantham, Salmodia e o PRC

O debate sobre o canto na adoração cristã sempre foi um tema controverso ao longo da história da Igreja. Entre os que rejeitavam a “salmodia exclusiva” — ou seja, a ideia de que apenas os Salmos bíblicos deveriam ser cantados no culto — encontravam-se aqueles que defendiam a liberdade de compor e cantar novos hinos de louvor a Deus. No entanto, Thomas Grantham, que apresentamos aqui se opunha à salmodia exclusiva de uma maneira peculiar: embora não negasse a legitimidade de cânticos além dos Salmos, ele rejeitava a prática congregacional de cantar em uníssono, onde toda a assembleia entoava os louvores conjuntamente.

Para ele, o canto deveria seguir um modelo mais próximo ao que via nas Escrituras, onde um indivíduo guiava o louvor, enquanto os demais acompanhavam em espírito, respondendo com aprovação e edificação. Seu argumento se baseia na falta de evidências bíblicas para o canto coletivo em voz alta, bem como no risco de transformar o louvor em mera formalidade ou em um exercício mecânico sem real entendimento.

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A unidade na diversidade: Batistas Gerais e Particulares

Apesar da divergência entre Batistas Gerais e Batistas Particulares no século 17 quanto a Soteriologia, os grupos não se consideravam inimigos. Em muitos aspectos, eram vistos como  grupo único . Em alguns assuntos, encontramos declarações de fé aceitáveis tanto à Gerais quanto à Particulares. Isso fica evidente na defesa da Magistratura Civil feita por Thomas Grantham. Ele reconheceu a diferença Soteriológica e Escatológica, mas defendeu a Magistratura Civil e Eclesiologia como doutrinas unânimes.Leia mais »

Igreja vs Estado no pensamento de Roger Williams – Parte III

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Enfim, voltamos 🙂

Se você não leu os posts anteriores aqui estão os links: Parte I e Parte II

O Separatismo

Todos concordavam que o verdadeiro cristão não deveria desertar da igreja de Cristo. Ambos, protestantes e romanistas aceitavam esse ponto. A questão, entretanto, era se um cristão poderia e deveria se afastar de uma comunidade que falsamente se denominava igreja. O trono do Anticristo estava em Roma, logo, a Igreja Católica Romana era igreja anticristã. Assim, entre 1553 a 1558, sob o governo de Maria Tudor, a igreja da Inglaterra que se assumiu Igreja de Roma, por consequência lógica, se tornou anticristã.  Este era um dos pensamentos distintos dos puritanos separatistas.Leia mais »

Christopher Blackwood: O Fundamento das Leis Positivas

A lei positiva só existe em função da lei moral natural. A positividade deve fundamentar-se na naturalidade. Portanto, é possível retirar das leis positivas do AT o fundamento moral natural permanente. Veja bem! O que permanece eterno é a ordem moral natural, o fundamento, o alicerce legal, mas não o princípio positivo. O edifício construído sobre o fundamento natural moral é modificado conforme a progressão da revelação bíblica.Leia mais »