Mais sobre deduções necessárias

Uma pergunta surge a partir do conceito de dedução necessária: “Se cremos em uma dedução necessária, então, a razão humana é o princípio e a norma que as doutrinas devem ser analisadas?”

Os socinianos usaram esse argumento para negar doutrinas que, aparentemente, contradizem a razão: trindade, encarnação e satisfação de Cristo. Eles fizeram da razão a norma das coisas a serem cridas e que não se deve crer. A resposta para a pergunta acima, contudo, deve ser negativa. Os mistérios da fé estão além da razão, acima dela. Vejamos a resposta de Turretini (Vol I, p.67):

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A geração eterna do Filho e Provérbios 8:

“O Pai, de ninguém é gerado ou procedente; o Filho é gerado eternamente do Pai”

João 1:14,18 (CFB89 2.3)

A doutrina da Geração Eterna do Filho é afirmada pela confissão de fé de Westminster e pela confissão batista de 1689, quanto a isso não nos resta dúvidas. Ambas as confissões, ortodoxas, porém, deixam de citar o clássico texto de Provérbios 8:2-25:

Provérbios 8:22-25 O SENHOR me possuiu no princípio de seus caminhos e antes de suas obras mais antigas. (23) Desde a eternidade, fui ungida; desde o princípio, antes do começo da terra. (24) Antes de haver abismos, fui gerada; e antes ainda de haver fontes carregadas de águas. (25) Antes que os montes fossem firmados, antes dos outeiros, eu fui gerada.

Uma pergunta surge a partir da omissão do texto de Provérbios: “Seria o texto de Provérbios 8:22-25 prova para a geração terna do Filho?”. Os pais batistas acreditavam que Provérbios 8 falava da geração eterna, ou se mantiveram ortodoxos somente com o texto de João 1?

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O problema da Lei na CFB 1689 Cap 6.1

Vejamos como as traduções tratam o capítulo Sobre a Queda do Homem:

Versão Editora Fiel, 1991:

“Deus criou o homem justo e perfeito, e lhe deu uma lei justa, que lhe seria para a vida, se a guardasse, ou para a morte, se a desobedecesse. Mesmo assim, o homem não manteve por muito tempo a sua honra.”.

Versão Editora EC

“Deus criou homem justo e perfeito, e lhe deu uma lei justa, que seria para a vida se ele a tivesse guardado, ou para a morte, se a desobedecesse. Porém o homem não manteve por muito tempo a sua honra”.

Vejamos agora uma outra versão:

“Embora Deus tenha criado o Homem justo e perfeito e o dado uma lei justa que teria sido para vida, se ele a tivesse guardado, e, uma ameaça de morte por violação da lei, ainda assim, ele não permaneceu por muito tempo nesta honra.” –tradução minha

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Igreja vs Estado no pensamento de Roger Williams – Parte III

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Enfim, voltamos 🙂

Se você não leu os posts anteriores aqui estão os links: Parte I e Parte II

O Separatismo

Todos concordavam que o verdadeiro cristão não deveria desertar da igreja de Cristo. Ambos, protestantes e romanistas aceitavam esse ponto. A questão, entretanto, era se um cristão poderia e deveria se afastar de uma comunidade que falsamente se denominava igreja. O trono do Anticristo estava em Roma, logo, a Igreja Católica Romana era igreja anticristã. Assim, entre 1553 a 1558, sob o governo de Maria Tudor, a igreja da Inglaterra que se assumiu Igreja de Roma, por consequência lógica, se tornou anticristã.  Este era um dos pensamentos distintos dos puritanos separatistas.Leia mais »

Resenha do livro “First Freedom”

Nome da Obra: First Freedom: The Beginning and End of Religious Liberty

Editores: Json G. Duesing, Thomas White e Malcolm B. Yarnell III

Capítulo 1

Trata da liberdade religiosa e a exclusividade da salvação em Jesus Cristo. A pergunta principal do capítulo é: “A liberdade religiosa anula a posição que defende exclusividade da salvação por meio da fé em Jesus?”. O argumento é simples, não se pode usar a coerção para propagação do evangelho porque o confronto é argumentativo não coercitivo. Esta posição foi o cerne da crença anabatista. A reforma radical dizia que, em matéria de consciência religiosa, Jesus tomou a posição contra o uso de força para o convencimento ou prática religiosa. Em outras palavras, “o discernimento é responsabilidade da igreja, mas o julgamento pertence somente a Deus”. Isso não significa que o autor é um pacifista, durante a argumentação, ele nega mais de uma vez tal posição. Leia mais »