Algumas provas que o Sábado [sétimo dia], como no Antigo Testamento, foi abandonado pela igreja primitiva [antes do imperador Constantino], e, o Domingo, oitavo dia, foi preservado, podem ser encontradas nos pais da igreja:
Autor: Renan Abreu
Coxe, Finalmente! Tradução disponível!!!

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Witsius sobre o Pacto de Obras feito com Adão
“As implicações de semelhante preceito divino devem ser consideradas. Por ele, o homem é ensinado: (1) que Deus é Senhor de tudo e que é ilegal desejar se quer uma maçã sem seu consentimento. Em todas estas coisas, então, desde o maior ao menor, os lábios do Senhor devem ser consultados, como, por exemplo, o que Ele teria ou não criado para nós. (2) Que a felicidade do homem está apenas em Deus e que não podemos desejar nada, a não ser em submissão a Ele e para sua glória. Então, somente através dele que podemos possuir as coisas boas e deleitosas. (3) É ensinado a estar satisfeito mesmo sem as coisas mais deleitosas e desejáveis, se Deus assim ordenar, e, pensar que é muito melhor estar em obediência aos preceitos de Deus do que desfrutar das melhores coisas do mundo. (4) Aquele homem ainda não havia chegado ao máximo da felicidade, mas devia aguardar um bem maior após o teste de obediência. Isto foi insinuado na proibição da árvore mais deliciosa, cujo fruto era, além do que qualquer outro, mais desejável. E isto requer algum grau de imperfeição nesse estado em que o homem estava proibido de algumas coisas boas. ” (The Economy of the Covenants. H. Witsius, 1660).
Arthur Pink: O caráter moral e positivo do quarto mandamento
Ao discutir sobre o Pacto Adâmico, ou, Pacto de Obras, Arthur Pink declara o caráter duplo do quarto mandamento. O Sabbat deve ser compreendido tanto como moral quanto positivo. O caráter positivo é modificado, e assim, o Sabbat recebe novos ornamentos no Pacto do Sinai (ao adicionar todos os serviços ligados ao tabernáculo) e na Nova Aliança (ao remover os aspectos do pacto Sinaítico e adicionar nova positividade, a saber, o Dia da ressurreição do Senhor).
Bavinck e a Lei Moral/Natural
A lei moral como tal não é um lei positiva arbitrária, mas uma lei fundamentada na natureza do próprio Deus. Ela também não é um poder impessoal autoexistente independente de Deus – de forma que Cristo satisfez não a Deus, mas suas exigências – mas a expressão de seu ser. Ao preservar sua lei, Deus preserva a si mesmo e vice versa. Ela é, portanto, indestrutível e inviolável. Ela possui esse caráter ao longo de toda a Escritura e nossa consciência dá testemunho disso. Toda a chamada ordem moral mundial, com seus fenômenos de responsabilidade, noção de obrigação, culpa, arrependimento, temor, remorso, punição e assim por diante está baseada nessa inviolabilidade. Cristo, portanto, não veio abolir a lei, mas cumpri-la (mt 5.17-18; rm 10.4). Ele sustentou sua majestade e glória e a fé, portanto, não anula a lei, mas a sustenta (rm 3.31) – Dogmática Reformada, v3, p377.
François Turretini e a Política do Reino de Judá
[…] a remoção (aphairesis) do reino de Judá é a fundação do reino de Cristo. […] Além disso, uma vez que a política era prefigurativa e terrena (à qual as promessas foram feitas não diretamente), não podia continuar para sempre, mas sua glória tinha de ser abolida (katargeistthai) e dar lugar ao reino místico e eterno de Cristo. – Turretini, Compêndio de Teologia, vol2, p.336
Igreja, Política e os Dois Reinos
Um pastor chamado Roger Williams apresentou-se à colônia de Massachusetts (EUA) com pesada crítica durante o século 17. Ele declarou que os puritanos das colônias americanas se equivocaram ao dar aos magistrados autoridade para governar sobre a vida religiosa das pessoas. O movimento de intolerância havia crescido na Nova Inglaterra (Estados Unidos, século 17) e Williams era contra a perseguição em nome de Deus. Batistas, quakers, anabatistas e quaisquer grupos que diferiam das posições teológicas do governo eram perseguidos. O caso mais famoso ficou conhecido como “As Bruxas de Salém”, quando, em 1692, alguns crentes puritanos, sob o aval do governo de Massachusetts condenaram a morte cerca de 20 pessoas acusadas, injustamente, de praticar feitiçaria. Os cristãos que governaram Massachusetts confundiram o reino comum dos homens com o reino do céu. Imaginaram que pela força política poderiam obrigar pecadores à verdadeira adoração. Aqueles puritanos imaginaram que política era o meio que Deus utilizaria para preservar a sua igreja e expandir o reino do céu que se instalava na Nova Inglaterra.