O Dia do Senhor

Algumas provas que o Sábado [sétimo dia], como no Antigo Testamento, foi abandonado pela igreja primitiva [antes do imperador Constantino], e, o Domingo, oitavo dia, foi preservado, podem ser encontradas nos pais da igreja:

Didaqué:

“Reunidos a cada Dia do Senhor, fracionai o pão e dai graças após terdes confessado os vossos pecados, a fim de que o vosso sacrifício seja puro. Portanto, todo aquele que tiver um contenda com o seu companheiro não se junte a vós até que não tenham se reconciliado, a fim de que não se profane o vosso sacrifício, porque este é o sacrifício do qual disse o Senhor: ‘Em todo lugar e em todo tempo Me é oferecido um sacrifício puro, porque Eu sou grande Rei – diz o Senhor – e meu Nome é admirável entre as nações” – Didaqué, entre 60 e 80 dC.

Barnabé:

“Vede como ele diz: não são os sábados atuais que me agradam, mas aquele que eu fiz e no qual, depois de ter levado todas as coisas ao repouso, farei o início do oitavo dia, isto é, o começo de outro mundo. Eis por que celebramos como festa alegre o oitavo dia, no qual Jesus ressuscitou dos mortos e, depois de se manifestar, subiu aos céus.” – Epístola de Barnabé, por volta de 98 d.C.

Inácio de Antioquia:

“Portanto, não precisamos mais manter o sábado, como fazem os judeus, ou alegrar-se pelos dias de ociosidade, pois “aquele que não trabalha, não deve comer”. Também foi dito pelos [santos] oráculos: “É pelo suor da tua face que comerás o teu pão”. Mas deixe todo aquele entre vós que ainda mantém o sábado por motivo espiritual, alegrando-se na meditação da Lei e não no descanso do corpo, admirando a obra de Deus e não comendo coisas preparadas no dia anterior, não fazendo uso de bebidas mornas ou andando um certo limite prescrito, não deleitando-se por dançar e aplaudir, e outras coisas sem sentido. Porém, após a observância do sábado, deve todo amigo de Cristo observar o Dia do Senhor como festa, o dia da ressurreição[…]” – Inácio de Antioquia aos Magnésios, 67 d.C – 117d.C.

Justino:

“No dia que se chama ‘do sol’ é celebrada uma reunião com todos os que moram nas cidades ou nos campos; ali são lidas, conforme o tempo o permita, as Memórias dos Apóstolos ou os escritos dos Profetas. Depois, quando o leitor termina, o presidente faz uma exortação oral e convida [a todos] que imitem esses belos exemplos. A seguir, todos nós nos levantamos e elevamos as nossas preces. E encerradas estas – como já dissemos – são oferecidos pão, vinho e água, e o presidente, segundo as suas forças, faz igualmente subir a Deus as suas preces e ações de graças; e todo o povo exclama: ‘amém’. Então vem a distribuição e participação, que se faz a cada um, dos alimentos consagrados pela ação de graças; e o seu envio, através dos diáconos, aos ausentes” – Carta de Justino Mártir, entre 120 – 165 dC.

Tertuliano:

“Nós, no entanto, [segundo nos ensinou a Tradição] não devemos nos ajoelhar no dia da Ressurreição do Senhor, mas devemos deixar de lado todos os afãs e preocupações, inclusive os nossos próprios negócios, a menos que queiramos dar guarida ao diabo” – Tertuliano, 200 d.C.

E muitos outros documentos…

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