Witsius sobre o Pacto de Obras feito com Adão

“As implicações de semelhante preceito divino devem ser consideradas. Por ele, o homem é ensinado: (1) que Deus é Senhor de tudo e que é ilegal desejar se quer uma maçã sem seu consentimento. Em todas estas coisas, então, desde o maior ao menor, os lábios do Senhor devem ser consultados, como, por exemplo, o que Ele teria ou não criado para nós. (2) Que a felicidade do homem está apenas em Deus e que não podemos desejar nada, a não ser em submissão a Ele e para sua glória. Então, somente através dele que podemos possuir as coisas boas e deleitosas. (3) É ensinado a estar satisfeito mesmo sem as coisas mais deleitosas e desejáveis, se Deus assim ordenar, e, pensar que é muito melhor estar em obediência aos preceitos de Deus do que desfrutar das melhores coisas do mundo. (4) Aquele homem ainda não havia chegado ao máximo da felicidade, mas devia aguardar um bem maior após o teste de obediência. Isto foi insinuado na proibição da árvore mais deliciosa, cujo fruto era, além do que qualquer outro, mais desejável. E isto requer algum grau de imperfeição nesse estado em que o homem estava proibido de algumas coisas boas. ” (The Economy of the Covenants. H. Witsius, 1660).

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