Evolução e big-bang: uma questão de Fé

Devo utilizar três argumentos para mostrar que tanto a evolução quanto o big-bang não são teorias que estão racionalmente superiores à literalidade da revelação especial de Deus em Gênesis 1-3. São eles:

1 – O método científico não é capaz de chegar a uma verdade absoluta.

O método científico é baseado na observação e teste. Ele testa as partes e propõe uma possível verdade para o todo. Ele observa a parte e conclui o todo. É sempre indutivo! As teorias científicas, portanto, devem ser constantemente revisadas quando observado algum fato novo, porque, neste caso, o particular mudou e assim o todo muda. Qualquer variável que tenha sido esquecida ou ignorada invalida a proposição inicial.

Quando vamos para a teoria da evolução ou do big-bang, nenhuma pode ser observada ou replicada. Para se considerar, por exemplo, o big-bang, cientistas precisam presumir o ambiente inicial; nenhum homem contemplou a criação – “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento.” Jó 38.4 .  Estas teorias ignoram o dilúvio universal, o pecado original, suas severas consequências e a inexistência de qualquer coisa criada instantaneamente pelo poder de Deus – ou, se considera o universo eterno (o que é claramente contrário ao registro bíblico). Se  ignorado tais dados, logo, é ignorado um possível particular e um possível todo. O cientista que aceita uma terra antiga (milhões de anos), deve, necessariamente, desconsiderar a possibilidade de mudanças nos elementos químicos após o pecado e o dilúvio. Tomemos por exemplo o carbono 14. Ele é, sabidamente, um isótopo radioativo que decai com o passar do tempo. As datações se baseiam na medição dos valores de C14 dos elementos que retiveram o elemento químico. Esse decaimento é a degradação do C14. No Éden, antes da queda, Deus criou tudo muito bom. Não havia processos de degradação – ou morte. Alguns podem dizer que havia degradação no princípio porque as plantas serviam de alimento para o homem. Mas, ainda que as plantas não sejam consideradas, no conceito Bíblico, seres viventes (por isso, no sentido Bíblico não morrem, pois não possuem o fôlego de vida), o texto não afirma que elas entravam em degradação, mas que, serviam de alimento. Desse modo, se for considerado a possibilidade de total estabilidade – ou mínima modificação da instabilidade – dos elementos químicos, logo, testes para datar a terra terão viabilidade limitada ao tempo do dilúvio e, no mais tardar, ao tempo do pecado original. Isso significa limite entre 5000 e 6000 anos!

Você diria que isso é um absurdo? Mudanças radicais ocorreram após a queda: o homem passou a viver muito menos, a terra produziu abrolhos e espinhos, chuvas torrenciais inexistentes antes do dilúvio se tornaram eventos constantes, a dieta do homem e dos animais foi incrementada com a permissão para se comer carne e “toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.”.

2 – O método científico exige uma fé absurda nos testes.

O método científico ganha valor porque suas teses podem ser replicadas. Por isso, é necessário que o cientista creia que seu teste é confiável. E não apenas o seu teste, mas o teste que realizou o teste do seu teste (ad infinitum). Não é possível realizar testes infinitos, nem mesmo é possível testar os testes que testaram os testes primeiros. Portanto, é necessária fé. Tanto no primeiro quanto nos subsequentes testes não pode existir qualquer erro, caso contrário a ciência cairá no irracionalismo. O método científico entrega apenas possibilidade. Um cientista cristão honesto deverá, sempre, abrir possibilidade para a interpretação literal de Gênesis.

3 – A razão deve ser cativa da fé

Este é o argumento mais importante. Qualquer tentativa de ajustar o texto bíblico à teoria científica é um erro. A ordem correta é: ajustar a teoria científica ao texto bíblico. Primeiro porque a bíblia é a verdade absoluta, enquanto a ciência, apenas probabilidade. Ajustar a verdade absoluta à probabilidade é transformar a verdade em probabilidade e submetê-la a constantes revisões.

Segundo, a Escritura é clara em dizer que nossas teorias devem se submeter a verdade bíblica.

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa toda vossa submissão. – 2Coríntios 10.4-5.

Levar cativo todo pensamento significa submeter a razão humana à fé.

Nego que:

  • Qualquer processo evolutivo esteja descrito nos seis dias de criação.
  • Qualquer catástrofe, morte ou pecado tenha ocorrido antes dos sete dias.
  • Que o universo é velho (contém mais de aproximadamente 6.000 anos).

Afirmo que:

  • Os sete dias são dias de 24horas, literais.
  • Adão e Eva foi o primeiro casal, criados em estágio adulto.
  • Que a narrativa da queda é histórica e ocorreu exatamente como nos é narrado.

Você acredita que a segunda Pessoa da Santíssima Trindade se encarnou? Se sim, então, porque insiste em negar que Deus pode criar todas as coisas em seis dias de 24 horas? Seria difícil para um Deus que se encarnou criar o mundo e tudo que nele há em 6 dias?

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